"Adeus ano velho, feliz ano novo". Cacete, essa maldita musiquinha que não sai da minha cabeça!!!
Que grande ironia do destino... há poucas horas eu estava planejando o meu futuro, cheia de esperanças e agora eu estou num carro forte tentando entender o que está acontecendo, lutando pra sobreviver. Fim do mundo, fim do mundo, fim do mundo. Só pode ser isso!!!
O fato é que somente agora, aqui dentro, consegui parar pra pensar em toda essa loucura... meus pensamentos estão a mil por hora: será que alguém da minha família virou um desses troços esquisitos??? Será que alguém dentro desse carro forte é confiável??? Será que isso tudo é um pesadelo??? Será que eu ainda estaria viva se tivesse sozinha em minha casa??? Será???
Tudo começou quando cheguei na casa do meu professor David. Como ia sair direto do hospital, ele não se importou que eu chegasse um pouco mais cedo pra festa. Achei que fosse ser a primeira, mas para a minha surpresa, dei de cara com algumas figurinhas que, coincidentemente, chegaram ao mesmo tempo. Leanderson era o estereótipo do funkeiro, que não demorou muito pra começar a me irritar toda vez que abria a boca, Lucas era um nerd que me pareceu ser simpático, Adrian era um cara totalmente esquisito: caladão, observador, e ainda por cima parecia ter saído de um filme antigo... meu Deus, que celular velho era aquele??? rsrsrs
Não sei se foi pelo fato de ser a única aparentemente normal, mas Gabriela me fez pensar que nem tudo estava perdido aquela noite e que eu poderia, quem sabe, começar o ano com uma nova amizade.
Estávamos na sala quando, de repente, chegou uma loura falando ao celular em russo. Putz, essa mulher só pode estar querendo tirar onda com a nossa cara! Parei de pensar isso quando notei o ar de preocupação que a figuraça estampava. Nessa hora, David entrou na sala e a convidou para irem até o supermercado pra comprarem o restante das coisas pra festa.
Pronto! Daí pra frente foi só desgraça...
Celulares, TV, rádio... simplesmente tudo parou de funcionar! Havia um silêncio atípico nas ruas, que foi quebrado rapidamente pelo barulho de helicópteros e gritaria.
De repente, o rádio voltou a funcionar, mas a transmissão estava péssima. Ficamos em silêncio para escutarmos algo: "mantenham-se em suas casas... ataque.... zumbis... mantenham-se em suas casas". Que diabos de transmissão era aquela??? Zumbis??? Isso só podia ser uma piada de mau gosto!!!
Confissões de Joanna
Joanna Hishimura é uma personagem criada para uma campanha do RPG "Shotgun Diaries".
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
31/12/2011 - Tempo de reflexão
Todo fim de ano é a mesma coisa: faço uma retrospectiva do ano que passou e começo a fazer a minha lista de projetos para o ano seguinte. Ok, eu sei que isso é clichê, mas não consigo evitar!
Pra quem não me conhece, meu nome é Joanna Hishimura, estudante de Medicina. Ano que vem começo meu último período na faculdade e minha cabeça já está fervilhando com tantos planos... ao mesmo tempo que eu estou cansada só de pensar em tudo que eu tenho pra fazer, bate aquela sensação de alívio por saber que está acabando, mesmo que eu ainda tenha um longo caminho profissional a percorrer.
Nesse exato momento estou na Santa Casa, onde faço estágio, aproveitando meus últimos minutos de intervalo para navegar na net, enquanto devoro um sanduíche. É engraçado, pois desde criança queria ser médica e hoje, aqui nesse hospital, confronto os meus sonhos infantis com a dura realidade: falta de medicamentos, fila quilométrica de pacientes e uma bolsa-estágio que é uma piada!
O fato de poder voltar pra casa ano que vem me alivia bastante... depois de quase seis anos morando sozinha, ainda não consegui me acostumar com a solidão. Hoje, por exemplo, terei que passar o réveillon com um bando de estranhos, pois não consegui folga para o primeiro dia do ano. Que ódio!!! Eu queria tanto viajar e passar o ano novo com a minha família e amigos... Meu professor David passou no hospital, viu a minha cara de desânimo e acabou me convidando (por pena, certamente) para a sua festa de ano novo. Eu aceitei o convite simplesmente por falta de opção, mas confesso que, desde que entrei pra faculdade, morria de curiosidade em saber como era a casa do Dr. David por dentro, já que por fora, era extremamente luxuosa. Não tinha como não me comparar... será que um dia eu chego lá???
Bem, agora tenho que voltar ao trabalho! Faltam poucas horas pra eu sair daqui e uma palavrinha não sai da minha cabeça: FUTURO!!!
Enfim, que venha 2012!!!
Pra quem não me conhece, meu nome é Joanna Hishimura, estudante de Medicina. Ano que vem começo meu último período na faculdade e minha cabeça já está fervilhando com tantos planos... ao mesmo tempo que eu estou cansada só de pensar em tudo que eu tenho pra fazer, bate aquela sensação de alívio por saber que está acabando, mesmo que eu ainda tenha um longo caminho profissional a percorrer.
Nesse exato momento estou na Santa Casa, onde faço estágio, aproveitando meus últimos minutos de intervalo para navegar na net, enquanto devoro um sanduíche. É engraçado, pois desde criança queria ser médica e hoje, aqui nesse hospital, confronto os meus sonhos infantis com a dura realidade: falta de medicamentos, fila quilométrica de pacientes e uma bolsa-estágio que é uma piada!
O fato de poder voltar pra casa ano que vem me alivia bastante... depois de quase seis anos morando sozinha, ainda não consegui me acostumar com a solidão. Hoje, por exemplo, terei que passar o réveillon com um bando de estranhos, pois não consegui folga para o primeiro dia do ano. Que ódio!!! Eu queria tanto viajar e passar o ano novo com a minha família e amigos... Meu professor David passou no hospital, viu a minha cara de desânimo e acabou me convidando (por pena, certamente) para a sua festa de ano novo. Eu aceitei o convite simplesmente por falta de opção, mas confesso que, desde que entrei pra faculdade, morria de curiosidade em saber como era a casa do Dr. David por dentro, já que por fora, era extremamente luxuosa. Não tinha como não me comparar... será que um dia eu chego lá???
Bem, agora tenho que voltar ao trabalho! Faltam poucas horas pra eu sair daqui e uma palavrinha não sai da minha cabeça: FUTURO!!!
Enfim, que venha 2012!!!
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